segunda-feira, 21 de outubro de 2013

Teatro



Luz acesa anuncia, mais um show num novo dia
o meu quarto é o cenário palco do 1º ato.
Concentração e silêncio para não perder o tempo
Tem sido sempre assim

Eu estou me mecanizando para controlar impulsos
e saber me bloquear sem insensível ficar
com o que penso, o que falo, o que sinto, o que eu engulo enfim
só tem dentro de mim

Vou começar o meu teatro aqui
Vou gritar se ignorar a mim
Com minha atuação imatura
Vestir os meus papeis com a censura

Eu estou tendo um tempo para ver o que há por trás
da maquiagem de palhaço da atuação eficaz
dos textos do dia-a-dia decorado, improvisado assim
guardo todos aqui

Eu estou preso em minha missão
Eu tô sempre recriando, personagens e discursos, essa coisa que eu amo,
Comando a direção, produção, interpretação
Faço isso por mim.



M. B.

terça-feira, 8 de outubro de 2013

Alegre infeliz

Levantando da minha consciência
Caminhando para a autossuficiência
Aqui eu acordo pesado
Longe de todos a cada passo dado

Existe algum jeito pra eu não ficar louco?
Por isso é que eu sambo no fundo do poço
E faço festa na lama
Mesmo quando as nuvens não saem da janela
E eu não quero sair da minha cama
Rindo horrores, me divertindo... na lama

Juro que nada é maior
Que minha vontade de emergir
Mas ser bipolar vicia

Mil vezes alegre e infeliz.


M. B.