quarta-feira, 13 de março de 2013
Valores
Caneta e cheque na mão, o que tem?
Voltei aqui porque não me senti bem
Só sei que o bom é de graça e não vem
Dinheiro? Respeito? o que não convém?
Pra quem me olha e finge que não ver
Saibas que eu vejo todos vocês
Tão ruim, tão maduro, tão pequeno que sou
Mesmo assim tô na frente, desistir não vou
Não vou deixar de ser o que eu sou
Para agradar quem não me dá valor
Não falo de amores, mas não estou sozinho
Se eu quero eu consigo, sem nada ao meu auxílio
Não falo de amores, cansei do meu castigo
Hoje sei o que sinto, na pele o que eu vivo
Porque as vezes sinto o que é melhor
Esconder de mim ao ter que ficar só
Mas meu alucinógeno acabou de acabar
Falta calças e forças para lutar
Mais uma doze de humanidade pra nós
Para conversar sem levantar a voz
Deixar pra depois, vendo sangue escorrer
Alimentar, acabar e assim resolver
É só pra você, então perceber, não sou diferente você
Não vá esconder, ou deixar de saber, não sou diferente você
M.L.
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